Tu à noite. Harold Pinter

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Tu à noite havias de escutar

A trovoada e o ar ambulante.

Tu nessa margem hás-de virar

Para onde estão as intempéries dominantes.

Toda essa honrada esperança

Ruirá na ardósia,

E destroçará o inverno

Que vocifera a teus pés.

Se bem que ardam os altares apaixonantes,

E que o sol deliberado

Faça ladrar a águia,

Tu avançarás na corda bamba.

 

harold pinter

várias vozes

quasi

2006