Mês: Agosto 2018

Espera. Eugénio de Andrade

Aqui onde o exílio

dói como agulhas fundas,

esperarei por ti

até que todas as coisas sejam mudas.
Até que uma pedra irrompa

e floresça.

Até que um pássaro me saia da garganta

e no silêncio desapareça.
Eugénio Andrade

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