As recordações olham para mim. Tomas Tranströmer

As recordações olham para mim

Uma manhã de Junho quando ainda é cedo para acordar
mas demasiado tarde para voltar a pegar no sono.

Embrenho-me pelo arvoredo repleto de recordações
e elas seguem-me com os seus olhares.

Autênticos camaleões, elas não se mostram,
diluem-se literalmente no cenário.

E embora o gorjeio dos pássaros seja ensurdecedor,
estão tão perto de mim que ouço como respiram.

 

Tradução de Alexandre Pastor

Tomas Tranströmer, 50 Poemas, Relógio d’Água Editores, Lisboa, 2012.

 

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