Não muita vez. Luis Miguel Nava

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Não muita vez nos vemos, mas, se poucos

amigos há para falar

dos quais me sirvo de relâmpagos, de todos

é ele o que melhor vai com a minha fome.

Os dedos com que me tocou

persistem sob a pele, onde a memória os move.

Tacteiam, impolutos. Tantas vezes

o suor os traz consigo da memória, que não tenho

na pele poro através

do qual eles não procurem

sair quando transpiro. A pele é o espelho da memória.

 

Luís Miguel Nava

poesia completa (1979-1994)

publicações dom quixote, 2002

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